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terça-feira, 27 de abril de 2010

Após a meia-noite
a distância, de destinos, é unida.
Submete, o segurar das mãos.
Quer falar sobre o fogo das coisas.
Mas as perguntas, e os pedidos de desculpas, impedem.
É apenas uma apologia, das coisas.

É apenas, o choro.
De mágoas entre dois corpos.
Que não têm mais uma vida, que não tem mais uma história.
Um queimado, de almas.
Uma apologia das coisas.

Um grito de saudade na madrugada, infernal.
Solitários rondam as ruas, de gatos pretos.
Almas vazias, penetram por ali.

Para quê jogar um jogo, sem ganhador.
Segure as mãos.
Realizações de desejos.
Tornam da vida um pecado, infernal.

Tão fútil, tão mortal.
É apenas, o choro.
Uma história perturbada.
Um jogo, de perdedores.
Uma coisa inversa, da adversidade.

Faz choros, lágrimas.
Tornarem-se sangue, depois da meia-noite.
E eu não sou mais nada.
Sou um corpo, invisível.
Mas permaneço, vivo enquanto morro.

Tornar a vida, um pecado.
Para quê ?
Vou segurar as mãos, e ver as coisas acontecerem.
De uma maneira, que os gritos.
Acabem, em mortos.
Em mortos tão vivos quanto eu,
o sonho.

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